Confira a entrevista

Terra Magazine – O Senado aprovou ontem projeto de lei que institui o
Estatuto da Igualdade Racial. O texto original sofreu alterações, como a
retirada do trecho que previa cotas para negros na educação e a criação
de uma política de saúde pública para negros. O que o senhor achou das
mudanças?

Abdias do Nascimento – Uma coisa lamentável, porque se há uma população que necessita de um apoio específico em todos os sentidos, em todos os níveis das atividades nacionais são os negros.

São os únicos que foram escravos. As pessoas falam que não precisa de uma proteção, mas ninguém foi escravo aqui, a não ser os africanos.

Então, na avaliação do senhor, as mudanças foram lamentáveis.
É claro. Lamentável, porque é uma injustiça a mais. Uma injustiça que se
repete.

O relator do texto, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), substituiu o
termo “raça” por “etnia”, alegando que não existe outra raça além da
humana.
Isso é aquela história brasileira de adoçar as coisas. Adoçam o racismo
específico contra os africanos e descendentes. Isso mostra, mais uma
vez, o gérmen… A alma do Brasil que manda é essa. É contra os
africanos, contra os negros. Acho lamentável. Mostra que o Brasil
continua o mesmo desde a escravidão. Mostra que, na verdade, ninguém
queria que o negro fosse liberto. Mostra que, se pudessem, colocavam,
outra vez, a escravidão.

O senhor ainda considera que a Abolição da Escravatura no Brasil não
passa de uma mentira cívica e que ainda há um hiato entre negros e
brancos no país?
É isso aí: uma mentira cívica. Uma “bela” mentira cívica. E ainda existe
um hiato entre negros e brancos. Há dois “Brasis”: um dos brancos e
outro dos negros. Sem dúvida nenhuma.

O autor da proposta, senador Paulo Paim (PT-RS), afirmou que o
estatuto está longe do ideal, mas que a aprovação foi uma vitória? O
senhor concorda?
Não concordo, porque é a continuidade do racismo, da discriminação, do
desprezo pela herança africana. Essas leis, esses disfarces para não
chamar o Brasil de racista continuam. Desculpe, mas isso é odioso e, no
meu entender, vai realçar a separação, a diferença e a possibilidade dos
negros terem uma integração perfeita.

Especialmento sobre o trecho que fala das cotas, que foi suprimido do texto original. O que o senhor acha sobre isso?
As cotas são absolutamente importantes. São um passo adiante da
degradação que o negro tem sofrido durante tantos séculos.

Retirado da lista Discriminação Racial

Ana Cláudia Barros
De São Paulo
Terra Magazine.


Nelza Jaqueline Franco
LICENCIADA EM COMPUTAÇÃO
Professora da EMEF Afonso Guerreiro Lima

http://twitter.com/jaqfranco

(Porto Alegre/RS)

Publicado por: andrejesus | maio 4, 2010

Entrevista Afrika Bambaataa em Salvador

Publicado por: Marcos Goulart | abril 21, 2010

Quilombo de Palmas cercado por Ruralistas

Por Coletivo Catarse.

Proposta do Encontro de mobilização e articulação de ações que reúnam:

Representantes de diversos Pontos de Cultura, Açoẽs premiadas, redes sociais.
Iniciativas de atividades que promovem o fortalecimento de laços e somem esforços na construção de objetivos comuns.
Mais no site:
https://sites.google.com/site/rotadigitalsul/
dIVULGAÇÃO Atividade Taxaua São Lourenço

PROPOSTAS DO GT RÁDIO COMUNITÁRIA
TEIA BRASIL 2010 | FORTALEZA – CE
Dia 29 de março de 2010

NACIONAL
1. Priorizar a Política da Comunicação no Sistema Nacional de Cultura, numa articulação interministerial para dar visibilidade, divulgação e acesso à informação da produção cultural em todo o País, no sentido de buscar convênios para fortalecer as ações do Programa Cultura Viva e dos Pontos de Cultura.

2. Promover parcerias entre os Ministérios da Cultura e das Comunicações para agilizar o processo de legalização das Rádios Comunitárias e/ou Educativas instaladas nos Pontos de Cultura, atendendo à regulamentação deste segmento com o objetivo de priorizar e garantir o Direito à Democratização da Comunicação.

ESPECÍFICA
1. Garantir espaço na grade de programação do Programa A VOZ DO BRASIL para falar das ações dos Pontos de Cultura. A sugestão para o nome do programa seria: UM PONTO NA VOZ DO BRASIL!

2. Alterar a nomenclatura “GT de Rádio Comunitária” para “GT de Comunicação Comunitária”, atendendo assim às diversas linguagens e gêneros de comunicação nas ações desenvolvidos pelos Pontos de Cultura que abrangem rádios comunitárias, alternativas e web, jornais comunitários, boletins, TVs comunitárias, formação política em comunicação e mídia alternativa, etc.

REPRESENTANTES NO CNPdC:
TITULAR: Cirlene Menezes – Jornalista, Ponto de Cultura “Cultura Viva: Jovens Comunicadores na Era da Inclusão Digital | Centro das Mulheres do Cabo | Rádio Mulher | Cabo de Santo Agostinho – PE
SUPLENTE: Valdir Barbosa – Radialista, Rádio Caraíba| Rubiataba – GO

MOÇÃO DE REPARAÇÃO:
Reparação dos prejuízos das entidades e pessoas penalizadas pela perseguição às Rádios Comunitárias. (Redação de José Guilherme).

São FrasciscO do Sul- SC

Rafael:

Publicado por: andrejesus | março 12, 2010

Creative Commons – Seja Criativo

Assista a este vídeo em uma nova janela
Dudu de Morro Agudo no 4º Festival de Hip Hop do Cerrado


Este e o Parceiro DMA Dudu do Morro Agudo Baixada Fluminense.
Nosso Parceiro aqui esta numa puta Correria com Pontão Movimento Enraizados, Bugulho e Fera, Irmão.

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