Publicado por: marcosgoulart | janeiro 29, 2010

Garnett – Isto é uma vergonha

Em “Homenagem a Boris Casoy”.

Publicado por: andrejesus | janeiro 25, 2010

Prêmio Cultura Hip Hop 2010 – Edição Preto Ghóez

Lançamento do Prêmio Nacional de Hip Hop

Ainda no dia 29, sexta-feira, às 21h, haverá o lançamento do 1º Edital Prêmio Cultura Hip Hop 2010 – Edição Preto Ghóez, que contemplará este ano, 92 iniciativas, somando um total de R$ R$ 1,7 milhão em prêmios e será realizado em parceria com a Organização Ação Educativa (SP) e o Instituto Empreender (DF).

Potencialização e encantamento social

“O Ponto de Cultura já e!” (Preto Ghoez – rapper). Esta afirmação, feita por um dos colaboradores iniciais do programa Cultura Vivos, referia-se ao processo desencadeado pelo primeiro edital de chamamento publico para a escolha de projetos para Pontos de Cultura. Para ele, o que mais importava era o processo de discussão que a idéia havia desencadeado, aglutinando energias, antes dispersas, e não o fato de uma proposta vir a ser aprovada, pois a ação antecedia o Ponto. Preto Ghoez era um dos organizadores do MHHOB – Movimento do Hip Hop Organizado do Brasil e vivia na periferia pobre de São Paulo.

Ele procurava fundir o rap com as expressões mais profundas de nosso povo, reencontrando-se com o Bumba meu Boi do Maranhão, seu estado natal. Infelizmente, uma fatalidade fez com que ele nos Deixasse mais cedo.

* Um comentário do Preto Ghoez Militante da Cultura Hip Hop

Edital Prêmio Cultura Hip-Hop – Edição Preto Ghoez

Considerando a enorme e crescente influência do movimento Hip Hop no cenário cultural brasileiro, especialmente junto aos jovens que vivem nas periferias dos grandes centros urbanos, o Ministério da Cultura iniciou um diálogo com o segmento para formulação de políticas públicas.

Com o objetivo de valorizar, fortalecer e divulgar as expressões culturais do Hip Hop no Brasil, o edital premiará 128 iniciativas culturais, totalizando um investimento de R$ 1.748 mil. Parceria: Secretaria de Cidadania Cultural (SCC) e Secretaria de Políticas Culturais (SPC).

Espaço Ponto de Cultura ” Fome de Livro na Quebrada (Na Quebrada – Resistência) Restinga.

O Programa Nacional de Direitos Humanos vem sendo rechaçado pelas grandes emissoras de televisão. O que mais interessa a esse setor, que não representa a maioria da população, e que opera apenas visando o lucro, é a sua “liberdade de expressão”, tema que é debatido por eles com extrema hipocrisia. Como as concessões de mídia são públicas, o controle a esses veículos deve ser público, isso para mim é óbvio. O que eles escondem é que suas concessões são renováveis e não devem possuir donos, é um serviço público que deveria ser prestado com qualidade. Mas quem avalia a qualidade da programação ou do serviço público prestado por esses orgãos?

O que acho mais engraçado é que esses veículos de mídia dizem que o governo está querendo reviver a ditadura, porém, a história recente nos diz que esses veículos que hoje ai estão cresceram no contexto da ditadura – todo mundo conhece, por exemplo, a história obscura da Rede Globo, que foi um braço apoiador dos Governos Militares. Ou mesmo a história vergonhosa do nosso apresentador de todas as noites, que sempre diz: “Isso é uma vergonha” – É Boris, é uma vergonha mesmo.

É claro que argumentar no sentido de “vocês não têm moral para isso” não é suficiente. Mas vamos dar uma olhada por cima do documento que estamos falando… A partir da página 164 do programa, temos a tentativa de efetivação do artigo 221 da constituição, ou seja, nada demais. Porém, o ponto que mais vi os veículos se voltarem contra é o seguinte: “d) Elaborar critérios de acompanhamento editorial a fim de criar um ranking nacional de veículos de comunicação comprometidos com os princípios de Direitos Humanos, assim como os que cometem violações”. Apesar de eu não ver nada demais nisso, pois se os veículos realmente forem comprometidos com os direitos humanos, como devem ser, não teriam porque se amedrontar. Todavia, o problema desse acompanhamento faz pensarmos em quem fará isso, quem será o responsável por esse acompanhamento e avaliação editorial desses veículos – talvez seja isso que amedronte tanto eles. Reconheço que é um problema essa atribuição estar somente nas mãos do Estado. Por outro lado, mais adiante, o documento faz uma recomendação, a saber, “Recomenda-se aos  estados,  Distrito  Federal  e  municípios  fomentar  a  criação  e acessibilidade de Observatórios Sociais destinados a acompanhar a cobertura da mídia em Direitos Humanos”. Talvez seja esse o ponto principal. O avanço seria dar uma força maior  a esses observatórios sociais, pois seriam eles quem garantiriam a participação social nas concessões que, como disse e é preciso reforçar, são PÚBLICAS.

Esse texto é apenas um pequeno desabafo, acho que qualquer ação do Estado para efetivar a participação cidadão das pessoas é sempre bem vinda pelo simples fato de mexer nesse abelheiro que ninguém quer mexer. Um ponto positivo é o esforço para regulamentar as rádios comunitárias, pois são elas que se relacionam com as comunidades locais. Os grandes empresários da mídia estão com medo, eles não querem perder dinheiro…

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Publicado por: andrejesus | janeiro 4, 2010

Prêmio Tuxaua Cultura Viva 2009 divulga vencedores

O termo “Tuxaua” remete, para algumas etnias indígenas, à figura do articulador e mobilizador. Entende-se por mobilização e articulação as ações que reúnam representantes de diversos Pontos de Cultura, redes sociais e iniciativas de atividades que promovam o fortalecimento de laços e somem esforços na construção de objetivos comuns. São redes o conjunto ou segmento de ações sociais, culturais e artísticas que se reconheçam como afins e colaborem entre si.

A comissão avaliadora das propostas, composta por representantes do MinC e da sociedade civil, levaram em conta critérios como histórico de atuação do candidato junto ao Programa Cultura Viva e o trabalho de interação realizado entre os Pontos de Cultura, além da qualidade, continuidade, inovação e o público-alvo do projeto.

São Três da Rio Grande do Sul estão entre os premiados e mais Quatro entre os Classificados.

Beleza.

INVASÃO POSSILGA NO ESPETÁCULO “TILL – A SAGA DE UM HEROI TORTO” DO GRUPO GALPÃO.

Publicado por: andrejesus | dezembro 22, 2009

Este ano foi muito Bom troca de esperiências produção em Vídeo

Este ai e uma produção da galerinha do ponto de cultura Fome de Livro NaQuebrada. Dentro da mostra Ói Noís Aqui Traveiz Jogos de Aprendizagem que ocorreu durante todo o ano projeto residência teatrais onde três exercícios produzidos pelas oficinas de Teatro Popular circularam por varias bairro da Cidade se apresentando.

Esta matéria e no bairro da zona Norte Parque dos Maias com lideranças, falando sobre a Juventude sobre a importância de circuito de teatro, mas permanente de apresentações para agregar a Juventude nos fazer teatral.

Com a Historia sobre a Caminhada da Restinga um fraguimento da cena que foi mostra Jogos de Apredizangem, como o processo  que vai se desenvolver daqui para frente na Oficina O que é a Restinga.

Um fato marcante foi à participação de Jovens da Restinga relação a Cozinha Comunitária um  dos jovens assisitindo ao vídeo  final da apresentação onde  mostrou os aspectos  da organização cultural do bairro. Um dos Jovens  da restinga que estavam na apresentação indentificou em uma das fotos do seu Pai falecido. Foi um momento de exautação da Restinga, em outro espaço na Territorio Cultural da Terrerira da Tribo.

Muito Axé!! Ai estão as fotos

Este ultima foto são alguns do mais antigo da 1° Unidade a galera do Futebol.  Ai está o Pai de um dos Jovem que acompanhou a galera da cozinha comunitária da restinga, Os meredinhas, Unidos do Morro das antigas da 1° unidade da Restinga.

Os praticantes e apreciadores da festa popular do Bumba Meu Boi têm agora mais um motivo para comemorar. O Governo Federal instituiu o dia 30 de junho como o Dia Nacional do Bumba Meu Boi  por meio da Lei nº 12.103 de 1º de dezembro de 2009 , publicada no dia 02 de dezembro de 2009, no Diário Oficial da União. A Lei foi criada tendo como base o Projeto de Lei nº 133/2009 da Câmara Legislativa, de autoria do deputado federal Carlos Brandão.

O projeto recebeu parecer favorável do Ministério da Cultura, que considera a festa do Bumba Meu Boi uma importante manifestação da cultura popular, uma das mais difundidas variações dos vários folguedos de boi existentes no país. O parecer técnico destaca os inúmeros grupos culturais,  e a enorme diversidade de estilos, ’sotaques’, sons e ritmos que constituem essa manifestação.

O Ministério da Cultura destaca ainda que a instituição de uma data comemorativa dessa relevante manifestação cultural certamente contribuirá para o reconhecimento e fortalecimento das culturas populares e da diversidade cultural brasileira, em congruência com as diretrizes da política cultural e com a Convenção da UNESCO sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais. O Complexo Cultural do Bumba Meu Boi do Maranhão se encontra, atualmente, em processo de registro como patrimônio cultural imaterial brasileiro.

Folguedos de boi pelo Brasil

Os Folguedos de boi se difundiram pelo Brasil, com amplo leque de variações. Sua inserção no calendário festivo é variada. Conforme a região e a modalidade do boi, o folguedo insere-se no ciclo natalino, junino ou mesmo carnavalesco, composto de dança, drama e música desenvolvidos em torno do artefato que representa o boi. Na ampla variedade de suas encenações, o tema da morte e ressurreição do boi emerge seja diretamente, seja de forma alusiva. Em torno desse episódio dramático, agregam-se variados personagens. Há bois que não revivem e cujos corpos são simbolicamente partilhados, e há casos em que ele não morre, simplesmente ‘foge’, desaparecendo no fim da festa para retornar no ano seguinte.

Os festejos de Boi acontecem anualmente, em vários estados brasileiros e em cada um recebe um nome, ritmos, formas de apresentação, indumentárias, personagens, instrumentos, adereços e temas diferentes. Dessa forma, enquanto no Maranhão, Rio Grande do Norte, Alagoas e Piauí é chamado Bumba Meu Boi, no Pará e Amazonas é Boi Bumbá ou Pavulagem; no Pernambuco é Boi Calemba ou Bumbá; no Ceará é Boi de Reis, Boi Surubim e Boi Zumbi; na Bahia é Boi Janeiro, Boi Estrela do Mar, Dromedário e Mulinha de Ouro; no Paraná e em Santa Catarina, é Boi de Mourão ou Boi de Mamão; em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Cabo Frio e Macaé é Bumba ou Folguedo do Boi; no Espírito Santo é Boi de Reis; no Rio Grande do Sul é Bumba, Boizinho, ou Boi Mamão; e em São Paulo é Boi de Jacá e Dança do Boi.

O folguedo do Bumba Meu Boi acontece no Maranhão e em outras localidades nordestinas. No Maranhão, onde o folguedo permanece excepcionalmente amplo e vivaz, os numerosos e diferentes grupos distinguem-se por um conjunto de características que configuram “sotaques” próprios, segundo a denominação nativa. Reconhecem-se na atualidade, entre outros, os “sotaques” de zabumba, matraca, orquestra, pindaré, e costa de mão. Muitos grupos realizam apresentações ao longo de todo o ano, e a apresentação tradicional junina está inserida na vida de inúmeras comunidades e também no calendário turístico oficial do Maranhão.

Mais informações sobre os festejos de boi no Maranhão e no Brasil podem ser obtidas pelo link:

Tesauro do Folclore  e da Cultura Popular:

www.cnfcp.gov.br/tesauro/00002040.htm

Ziringuindim

Ziringuindim é o segundo CD da intérprete, compositora e percussionista Zilah Machado, considerada uma referência no samba produzido no Sul do País.

Com direção musical e artística do cantor e compositor Gelson Oliveira e produção executiva e fonográfica da jornalista Silvia Abreu, o CD registra, em 16 faixas inéditas, diferentes facetas da intérprete e do seu rico universo musical e poético, revelado em sambas-canções, sambas-de-roda e sambas-exaltação, todas estas expressões genuinamente brasileiras.

O CD tem o financiamento do Fumproarte da Prefeitura de Porto Alegre e será lançado Foi em Outumbro no Sesc do Centro – POA.

Depoimento Gelson Oliveira:

Lembro bem do dia em que me encontrei com Zilah Machado e sua produtora, Silvia Abreu, para uma reunião em um bar na Cidade Baixa. Fui convidado pelas duas para fazer a direção musical e artística do novo Cd da cantora e compositora. Eu disse “sim”, pois sabia que estava diante de uma grande oportunidade de me aproximar de uma das maiores artistas já paridas pelo Rio Grande do Sul. Hoje, posso dizer que sou amigo de Zilah e que conheço boa parte das belas obras por ela criadas, a partir de sua voz e dos tambores que a própria compositora confecciona. Foi e está sendo fascinante trabalhar e conviver com esta senhora-menina, que generosamente foi abrindo as portas de seu universo africano, mostrando em cada canção um tesouro guardado a espera de ser descoberto, para enriquecer ouvidos e almas de todos que ouvirem seu novo trabalho. Minha missão (nada fácil), foi a de tentar, apenas, polir seus diamantes, preservando a gema-afro-pedra-original.

Depoimento Juarez Fonseca

Fosse em outro país, ou mesmo no Rio de Janeiro, Zilah Machado estaria em uma posição de destaque por tudo o que já fez pela música. Grandes damas da canção, como Ella Fitzgerald ou Clementina de Jesus, foram em vida reverenciadas, cultuadas, homenageadas por tudo o que significavam.
No Rio Grande do Sul, particularmente em Porto Alegre, sente-se um descaso por artistas de outra geração, como Zilah. Por mais que tenham feito durante toda a vida, desde jovens. Enfrentam grande dificuldade para se apresentar, não são convidados para participar de espetáculos coletivos e projetos especiais.
Não sei quantos anos tem Zilah, mas tem o suficiente para ser considerada uma verdadeira entidade na história da música e da noite porto-alegrense. Bem jovem, foi uma das intérpretes prediletas de Lupicínio Rodrigues e uma das mais conhecidas cantoras do rádio gaúcho. Uma estrela do samba e do samba-canção.
Não sei quanto anos tem Zilah, só sei que sua voz não tem idade, como pude ouvir numa amostra do disco Ziriguindim, que ela me mandou. Mais: é uma grande compositora das tradições do samba e da negritude. Zilah tem uma história, mas não vive do passado. Como diria Paulinho da Viola, seu tempo é hoje.
O público, o pessoal da música e a comunidade cultural é que precisam recuperar o tempo perdido no prazer de ouvi-la. E homenageá-la, protegê-la, reconhecê-la.

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